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Publicado: 28/07/2008

Entrevistas

KAPP-sistemas
E-mail: www.kapp-sistemas.com.br
Publicado:  07/08/2009
Visitas: 4233
Vamos entrevistar desta vez, os empresários Ronaldo S. Ramires (RSR) e Kleber E. Furlani Pereira (KEFP). Juntos formam a KAPP-sistemas www.kapp-sistemas.com.br atuando na área de desenvolvimento de softwares para manufatura e adivinhem com qual ferramenta base? Acertou quem respondeu MS-Access. Eles aceitaram nosso convite para conversar com os amigos do AtivoAccess e dividir conosco suas experiências profissionais, que, diga-se de passagem não são poucas. Com vocês a KAPP-sistemas.
 
AA: Conte-nos um pouco sobre vocês:
RSR: Paulistano, casado, uma filha, 21 anos trabalhando na indústria, formado em tecnologia de processos de produção pela FATEC, com passagens em empresas nacionais e multinacionais, entusiasta do Access ao qual utiliza desde a versão 2.0 (mais ou menos desde 1995).
KEFP: Paulistano, casado, 25 anos trabalhando na indústria, formado em engenharia mecânica pela universidade Braz Cubas, com passagens em diversas indústrias, sempre com atuação voltada para o chão de fábrica, mais especificamente processos de produção (usinagem, caldeiraria e montagem).

AA: Fale-nos sobre a KAPP-sistemas e sua história
KAPP: Antes era a RKP-Systems que se transformou na KAPP-sistemas. A idéia de ambas nasceu aproximadamente há oito anos em uma conversa de chão de fábrica, na época, ainda jovens e com “milhares” de planos na cabeça começamos a discutir sobre rotinas industriais em específico o cálculo de tempo padrão para peças manufaturadas. O Ronaldo, até então encarregado de executar essa tarefa na empresa que trabalhávamos começou a desenvolver o aplicativo em Access que tornava mais automática a rotina do técnico surgindo então o aplicativo para o cálculo de tempo padrão. Inclusive, algum tempo depois, este aplicativo foi disponibilizado no Ativo Access. Depois de sairmos desta empresa, ficamos afastados um período e em 2008 voltamos a nos encontrar e relembrando alguns assuntos do passado, veio a idéia de compor uma empresa de desenvolvimento de softwares focados em chão de fábrica.


AA: Qual é o segmento e que tipo de cliente a KAPP-sistemas está focando?
KAPP: Nosso principal foco são as micros, pequenas e médias empresas do ramo de manufatura do setor metal mecânico.
Durante nossa carreira profissional, percebemos que essas empresas eram carentes de aplicativos que os auxiliassem na documentação de base para a tomada de decisões. Um exemplo disso que estamos falando, são os custos de produção. Sabemos que o tempo de produção de uma peça, por exemplo, é fator determinante na formação dos custos de produção e em muitos casos esses tempos eram determinados com base na experiência de profissionais e isso é perigoso para uma empresa, pois pode ser que tenha prejuízo ou até perda de um pedido.
Outros dois fatores que limitam as empresas a adquirirem aplicativos são os preços praticados e a complexidade dos mesmos, além do que, esta complexidade pode comprometer o rendimento profissional.

AA: O que são aplicativos para manufatura?
KAPP: Aplicativos para manufatura são aplicativos voltados para a documentação dos processos que envolvem transformação de matéria-prima (cálculos de tempos de produção, taxa horária de máquinas e equipamentos, planos de controle de processos e monitoramento de produção) com eles, as empresas podem gerenciar de forma científica as variáveis ligadas à produção, facilitando assim as ações gerenciais para o incremento da produtividade e a redução dos custos de produção.
O que vale a pena ressaltar é que os aplicativos para manufatura auxiliam e muito o planejamento tático e estratégico de uma empresa.
Vale lembrar a frase de Deming (*): “Não se gerencia o que não se mede não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia”. A proposta da KAPP-sistemas é fornecer suporte para que o processo manufatureiro da empresa seja entendido, definido, medido, gerenciado e bem sucedido.

AA: Qual a tecnologia envolvida no desenvolvimento dos sistemas da KAPP-sistemas?
KAPP: Os primeiros aplicativos desenvolvidos pela KAPP-sistemas foram criados com o Access 2003, e neste momento já estamos desenvolvendo com o Access 2007. O Ronaldo utiliza o Access desde a versão 2.0, são quase 15 anos de estrada com a ferramenta, e posso dizer que a mudança da versão 2003 para 2007 foi quase tão “traumática” quando da versão 2.0 para a versão 95, na plataforma Windows 95. Mas evoluir é preciso, então... Também estamos aperfeiçoando os aplicativos e desenvolvendo o back-end em SQL-Server, e MySQL (que é difícil, mas necessário), além de alguns testes com Oracle Express, que servirá de entrada em clientes com ERP rodando sobre este banco, principalmente aqueles que tem o SAP. Sem querer abraçar o mundo, (risos) também iremos desenvolver com DB2 (poderosíssimo banco de dados da IBM) o Informix e o consagrado Natural da Software-AG. Entendam que estamos falando da base de dados, o front end propriamente dito, sempre será nos próximos anos em MS-Access. Hoje não compensa tentar desenvolver em outra linguagem, exceto se algum cliente quiser assumir os custos inerentes do processo de conversão. Estamos muito seguros e contentes com o que temos em mão, e isso vai ao encontro com a visão que criamos para a KAPP-sistemas, que é a de simplificar ao máximo a solução para o cliente, obvio sem perder a qualidade. Também estamos ansiosos com as promessas da versão 2010 do Access, principalmente no que tange a integração com a Web. Um potencial mercado são aqueles clientes que necessitam integração online dos sistemas com páginas de consulta por exemplo, status de pedidos, situação da produção da fabrica, que hoje até conseguimos fazer, mas não de forma fácil.

AA: Quais as resistências encontradas no mercado em relação aos produtos da KAPP-sistemas?
KAPP: Apesar de não serem muitas, podemos dizer que a maior resistência hoje está relacionada ao desconhecimento de metodologias de trabalho que envolve o uso das nossas ferramentas. Como lidamos de maneira geral com quebras de paradigmas, algumas pessoas têm medo de sair da zona de conforto em que vivem, e com isso dificultam o processo de implantação dos aplicativos, boicotam o trabalho, arrumam empecilhos, mas no final, com muito diálogo conseguimos fazer a coisa andar. No que diz respeito à ferramenta usada no desenvolvimento dos aplicativos, ainda encontramos profissionais que torcem o nariz para o Access, mas isso também é cada vez mais raro. A maioria fala de “limitações”, mas no fundo mesmo não querem é dar o braço a torcer. Quando observam o desempenho, o acabamento, a funcionalidade do aplicativo, as opiniões mudam rapidamente. Sistemas ruins existem em todas as linguagens, já tive a infelicidade de trabalhar com “carroças” escritas em Clipper e também em Visual FoxPro, teoricamente tidas como rápidas. Nesse sentido, deixamos bem claro, que obviamente um sistema rodando em banco de dados SQL-Server com o hardware errado, pode ser muito pior do que nosso sistema rodando com maquina MS-Access em uma instalação local em desktop. E principalmente, as ferramentas têm características de complementaridade, e não foram criadas para competir entre si, logo a comparação não faz sentido.

AA: Os aplicativos da KAPP-sistemas podem ser integrados a ERP’s?
KAPP: Sim, conforme dito no tópico sobre tecnologia estamos desenvolvendo o back-end em vários tipos de base de dados diferentes, justamente para facilitar a integração com os principais ERP’s do mercado. Hoje, temos condição de integrar unidirecionalmente com o MicroSiga, Logix, SAP e Datasul, e em qualquer outra base de dados que o cliente utilize, ou seja, ler a base de dados, e em breve bidirecionalmente com os mesmos, desde que rodando com SQL-Server.

AA: Quais os próximos passos da KAPP-sistemas?
KAPP: Em termos de produtos, além do que citamos nos tópicos anteriores, queremos desenvolver o sistema de Parametrização de Processos, que inclusive é acrônimo do nome da empresa (KAPP = capp, ou computer aided planning process), que é uma metodologia de interface entre o projeto (CAD) e a produção (CAM). Para se ter uma idéia, hoje uma única empresa licencia um software que executa esse trabalho, a um custo obviamente astronômico, que inviabiliza totalmente a aplicação nas pequenas e médias empresas. O capp é ensinado nas faculdades de engenharia, dentro de um conceito teórico, porém os engenheiros e técnicos não encontram nada acessível no mercado. Ao longo de 2010 esperamos ter a primeira versão do produto pronta para testes. Na parte estrutural, estamos costurando uma rede de representantes comerciais que não são vendedores exclusivos da KAPP-sistemas, estamos posicionando essas pessoas com uma oportunidade de negócios em complemento a algum produto que ele já representa e vende, por exemplo, profissionais que já atuam na venda de ferramentas, materiais e serviços para indústrias metalúrgicas, isso com o intuito de oferecer os produtos KAPP-sistemas às empresas, e esperamos com isso fazer nossas vendas decolarem.
Também estamos tentando “incubar” nossa empresa em algum parque tecnológico, para com isso conseguirmos a devida proteção e apoio, tão necessário para os primeiros passos de uma empresa. Atualmente estamos com um plano de negócios em avaliação na incubadora de São Bernardo e também na incubadora de Guarulhos, e até o final do ano devemos ter respostas sobre o assunto. Se conseguirmos, passamos a contar com o apoio especializado nas áreas que temos mais dificuldade como contabilidade, marketing e vendas, alem da possibilidade de uma sede física mais bem preparada para receber visitas de clientes, dos representantes, etc.

AA: Por serem softwares específicos para manufatura qual seria a complexidade na operação e a curva de aprendizado?
KAPP: Os aplicativos da KAPP-sistemas são extremamente simples de serem operados e a curva de aprendizado é muito baixa, isso faz parte da filosofia de trabalho da KAPP-sistemas, ou seja, produtos e serviços simples, rápidos e funcionais. Qualquer que seja o aplicativo que o cliente adquira, em no máximo 8 horas ele já consegue utilizar toda sua potencialidade. Apenas para reforçar o que foi dito antes, nós sofremos muito durante nossa vida profissional com softwares de operação complexa e sabemos que as empresas não querem isso, querem na verdade, funcionalidade aliada à praticidade e baixo custo.

AA: Vamos falar um pouco sobre “otimização” ou “adaptação”. Imaginemos que um cliente qualquer necessite para sua metalúrgica de alguma alteração nos aplicativos da KAPP-sistemas, só citando um exemplo, captar dados da produção com a interação com o TED (coletor eletrônico de dados em chão de fábrica http://www.colleter.com.br/produto.asp?id=206). Isso é possível?
KAPP: Plenamente possível. A KAPP-sistemas nasceu com o conceito de software customizado para manufatura. Existe toda uma família de produtos que é padrão, e que pode ser customizada de acordo com as necessidades do cliente. Essa customização vai alem de gerar relatórios que não existam na versão padrão, podemos também montar novas rotinas dentro do sistema, adequando a necessidade do cliente. Com relação à segunda parte da questão, o KAPP-Controle é o software de apontamento da produção, já pode trabalhar com sistema de coleta de dados no chão de fabrica tanto a partir de terminais PCs, quanto de coletores portáteis. A KAPP-sistemas esta desenvolvendo uma parceria com uma empresa fornecedora de hardware, que permite ao cliente adquirir esses coletores a um custo reduzido. Nesse sentido, gostaria de deixar registrado que o amigo Amaral muito me ajudou há alguns anos atrás no desenvolvimento de um sistema de apontamento desse tipo na empresa em que eu trabalhava.

AA: E quanto à manutenção dos aplicativos da KAPP-sistemas? Um cliente adquire os sistemas e depois precisa de alguma manutenção para os mesmos. Como isso deverá funcionar?
KAPP: O processo de venda de um software da linha padrão da empresa é acompanhado de um contrato de pós-venda de baixíssimo custo para o cliente final. Por que chamamos de contrato de pós-venda e não simplesmente de contrato de manutenção? Muito fácil, em primeiro lugar a manutenção do sistema propriamente dita é baixa, pois os produtos já foram exaustivamente testados. E a questão da pós-venda é bem mais ampla, pois inclui direito à assistência em casos de dúvidas, suporte técnico de usuários e administradores de sistema, além dos chamados packs de melhorias, que são continuamente incorporados ao sistema.

AA: Agora outra hipótese: um cliente implanta os aplicativos KAPP em sua indústria e está operando normalmente. Mas a KAPP-sistemas tem novas versões dos sistemas, mais atualizadas, implementadas com novos recursos. Como a KAPP-sistemas irá tratar essa questão de atualização das versões dos aplicativos?
KAPP: Muito bom ter levantado essa questão. Criamos uma nomenclatura própria para identificar o desenvolvimento de nossos produtos. Como crescemos em uma região aeroportuária, nada mais interessante do que associar com nomes de aeronaves. Em nosso caso estamos usando nomes de helicópteros. A atual versão dos nossos produtos é conhecida internamente como Esquilo. A próxima, e que esta em desenvolvimento, será a Chinook (aqueles helicópteros militares com dois hélices). Depois virão a Apache, Superpuma, BlackHawk, etc. Essa evolução deve ocorrer a cada 18 meses em média para todos os produtos. Para exemplificar, os clientes da versão Esquilo, serão convidados a migrarem para a versão Chinook, como um upgrade, e por aproximadamente 30% do custo de aquisição de novos softwares. As customizações de cada cliente serão incorporadas ao produto padrão caso seja algo relevante, e caso contrário, fica restrito somente aquele cliente. Nesse ponto, temos muita facilidade em administrar as customizações, beneficiados pela forma que escrevemos e desenhamos todos os sistema, e claro, com uma mãozinha do tio Bill. Fique claro que em nenhum upgrade haverá perda de dados históricos.

AA: Por enquanto sabemos que os aplicativos da KAPP-sistemas estão escritos em português. Existem planos para traduzi-los para o inglês e até mesmo para o espanhol?
KAPP: Nessa versão e na próxima, ainda não teremos a localização dos softwares, salvo alguma customização solicitada por cliente, mas para 2011 muito provavelmente já teremos os produtos em espanhol, depois inglês e francês. A mesma dificuldade em encontrar um software de CAPP que nossos engenheiros têm, existe também na América e Europa, e esse é o grande motivador da localização regional. Porém, como somente teremos o software de CAPP pronto no final de 2010, temos de sincronizar tudo para entrarmos nesse mercado pronto para competir. A dificuldade maior em desenvolver o CAPP é que por visarmos também o mercado externo, existe a necessidade de um sistema auto-instalável, gerenciável a distancia, equipe poliglota, e por ai afora. Senão, fica muito fácil queimar a imagem da empresa, e não queremos isso de jeito nenhum. Que seja um desenvolvimento demorado, mas consistente.

AA: Agradecemos a entrevista aos nossos amigos da KAPP-sistemas e abrimos espaço para uma mensagem aos nossos visitantes do AtivoAccess.
KAPP: Em primeiríssimo lugar, agradecemos muito a oportunidade de falar e compartilhar experiências com a comunidade de desenvolvedores do MS-Access, bem como aos amigos do AtivoAccess, em especial a pessoa do Amaral, que é de uma atenção fora do comum. Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente há alguns anos atrás, lembro inclusive uma passagem, ganhei dele um pendrive de 256mb (na época ainda eram raríssimos, seria algo semelhante aos de 32gb hoje). “amigo Amaral: tenho esse pendrive até hoje e acredite nunca falhou e guardo nele os principais arquivos da KAPP-sistemas.”
Em segundo lugar, a mensagem que deixamos para quem está começando, é: Seja organizado, metódico, e principalmente, procure encantar o seu cliente. Dê a ele mais do que ele espera, e com certeza novos projetos e trabalhos virão. É isso.

Convidamos a todos para que visitem nosso novo site:


Integração
http://www.kapp-sistemas.com.br

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(*) William Edwards Deming nasceu em Iowa-EUA, *1900 †1993. Embora tenha sido reconhecido através do mundo como um "guru do gerenciamento da qualidade" ele insistia em ser reconhecido como "consultor em estudos estatísticos". Saiba mais sobre a trajetória de Deming:
http://pt.wikipedia.org/wiki/W._Edwards_Deming
http://www.pucrs.br/famat/statweb/historia/daestatistica/biografias/Deming.htm

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