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Publicado: 30/11/1999

Entrevistas

Marcelo G. Macedo
E-mail: diretoria@trillennium.inf.br
Publicado:  20/03/2006
Visitas: 3910
Desta vez o AtivoAccess apresenta a entrevista de Marcelo G. Macedo, paulista, 36 anos, desenvolvedor empresário, Diretor Comercial da software house Trillennium
 
Marcelo

Desta vez o AtivoAccess apresenta a entrevista de Marcelo G. Macedo, paulista, 36 anos, desenvolvedor empresário, Diretor Comercial da software house Trillennium - www.trillennium.inf.br.

Visitamos o seu site e verificamos, com imenso prazer, o sistema da Trillennium para Auto Peças que, desenvolvido em MS-Access, nada fica a dever aos sistemas desenvolvidos em outras linguagens. Foi o que concluímos.

Seu trabalho vem bem de encontro a uma proposta que estamos planejando para incentivar nossos amigos desenvolvedores MS-Access: usar a Internet para promover seus sistemas.


AA: Vamos começar pela maneira tradicional nossa, pedindo-lhe que se apresente incluindo nessa apresentação sua cidade e estado, breve histórico da formação profissional e principais atividades que executa.

MGM: Sou paulista, empresário e com 36 anos de idade, casado, uma filha, situação estável. Minha formação é simples, apenas segundo grau. Quando mais jovem não tive tempo de me dedicar a um curso superior, pois casei cedo, com 19 anos apenas, e a vida foi ficando cada vez mais difícil, diversos problemas, então deixei a parte de estudos um pouco de lado. Comecei a minha carreira profissional com 14 anos no comércio de meu pai, logo percebi que gostava da coisa. Aos poucos, fui assumindo o controle da loja de meu pai, e com apenas 17 anos já controlava a parte comercial de compras e vendas. Era uma loja pequena, trabalhávamos com insumos industriais, principalmente rolamentos. Com o passar do tempo, as coisas mudaram, e também a minha área de atuação. Montei um centro automotivo, mas logo voltei a trabalhar no comércio, dessa vez no ramo de auto peças, em um grande distribuidor. Sempre gostei de informática, pois sempre fui fã de qualquer tipo de tecnologia.


AA: Como você concluiu que deveria desenvolver um sistema para comercialização?

MGM: Um dia, um cliente me perguntou porque eu não começava a desenvolver um software, e foi daí onde tudo começou, há 11 anos atrás. Em 1994, comprei o meu primeiro micro, um 486, nossa! Parecia a realização de um sonho...Mas qual sonho, pois eu nem sabia ligar o computador. Nem sabia em que linguagem desenvolveria, me aventurei com o Access 2.0. Bom, comprei alguns livros e me dediquei por muito, muito, muito tempo mesmo...Comecei criando algumas tabelas, consultas, formulários, e assim estou até hoje. Eu sou um autodidata nato. Tudo o que conheço, foi através de Livros, Sites, Fóruns, e, muita dedicação. A famosa expressão “tentativa por erro e acerto” me perseguiu por anos... Hoje, conheço um pouco de cada coisa, Hardware, Rede, Windows, Access, SQL, VB, HTML, mas o meu diferencial está em conhecer as necessidades dos clientes e ajudá-los a resolvê-las. Foi assim que o Auto Peças Fácil foi criado, sempre objetivando resolver os problemas das empresas.

AA: Você percebe alguma discriminação quando diz que o Auto Peças Fácil foi desenvolvido em Access?

MGM: Em relação à linguagem de programação, muita gente faz bico quando falo que o meu software é desenvolvido em Access, mas depois de assistirem a uma demonstração do produto logo mudam de opinião. Para mim a linguagem tem pouco a ver com o resultado final de um software. É claro que você tem que adequar a linguagem ao perfil de seu cliente, todos as linguagens e banco de dados têm as suas limitações, que caso não sejam ultrapassadas ou estejam próximas ao limite, poderão causar problemas no futuro.


AA: Qual a vantagem de desenvolver em Access então?

MGM: Em relação ao Access, por ele ser muito fácil de aprender e uma ferramenta do tipo RAD, acontece exatamente como o nosso amigo Luiz Cláudio comentou em sua entrevista: “... Tem muita gente que vê filmes de hackers, ou lê besteiras em revistas, e passa a achar que vive no ”mundo encantado de Você S/A”. Compra então um guia prático de programação e já sai fazendo propostas comerciais por aí. De repente, descobre que “não era bem assim”, e logo vira um pedinte desesperado de grupos de discussão..."

Além disso, tem a questão da manutenção dos sistemas desenvolvidos: em Access a coisa fica bem mais fácil, mas o desenvolvedor precisar ter alguns cuidados, tais como: modelar os dados, documentar os programas ao máximo possível, estruturar os nomes dos objetos usando abreviações do tipo: tbl para tabelas, frm para formulários, etc. Isso ajuda muito principalmente depois de uns dois anos sem mexer no sistema.


AA: Marcelo: você afirmou que “... O sucesso ou o fracasso de uma empresa depende de um total controle de todas suas informações internas. Hoje em dia, a automação de suas tarefas diárias é fundamental para o crescimento de sua empresa...”. O que deve fazer aquele empresário que ainda está distante da informatização da sua empresa?

MGM: Com certeza aproximar-se dela. Hoje em dia não consigo ver um futuro saudável de uma empresa, pelo menos no meu ramo, sem o suporte de um bom software. O software vai fazer muitas das tarefas melhor e mais rápido. Com isso sobra mais tempo para todos se dedicarem ao que o computador não tem condição de alcançar, como por exemplo, buscar novos clientes, novos produtos, melhorar a gestão da empresa, etc. O software é uma ferramenta indispensável para a automação das tarefas, sem falar na rapidez e precisão das respostas.


AA: Na sua opinião por que, vez ou outra, a gente se depara com clientes que demonstram certa preocupação com sistemas desenvolvidos com Access?

MGM: O que acontece é que muita gente tem problemas com sistemas desenvolvidos em Access, mas não por culpa do Access, e sim por culpa da pessoa que estava incapacitada para realizar a tarefa que lhe foi imposta, ou pior ainda, que ela mesma escolheu. A programação é algo, no meu ponto de vista, muito mais complexo do que conhecer todos os comandos da linguagem em questão. Tem que ter dom para a coisa.

Veja só, é a mesma coisa que alguém decorar todas as palavras do maior dicionário que encontrar, nem por isso ela será um poeta. A pessoa tem que ter isso no sangue tem que gostar de quebrar a cabeça, de promover minuciosos levantamentos de entrada e saída de informações, de resolver o problema do processamento dos dados, e não de passar por cima deles e começar a programar.

Na minha posição, eu resolvo TODOS os problemas que chegam até mim, e isso eu posso garantir que não é nada fácil e nem gostoso, mas ao resolvê-los, nossa, aí sim sentimos um imenso prazer, isso parece que nos torna superior. Mas temos que tomar muito cuidado com isso, para que essa "sensação" de superioridade não nos leve a caminhos tortuosos ou mesmo o fracasso.

No meu ponto de vista, e isso já é filosófico, sempre temos a aprender com as pessoas, com todas, pois até com o mendigo podemos aprender com sua humildade, e com pessoas más, aprendemos com os seus erros, por isso, para mim não existe isso de ser melhor ou pior, isso pode variar com uma freqüência gigantesca.


AA: Como foi a tarefa de construir a Trillennium e o Auto Peças Fácil?

MGM: Com muita dedicação e objetividade para construir o Auto Peças Fácil. A minha empresa, Trillennium Tecnologia em informática, foi fundada em 1999, e desde 2000 vivo exclusivamente dela. Agora, não é nada fácil, muito pelo contrário, é extremamente exaustivo, porém eu sempre fui uma pessoa que nunca conseguiu ficar estagnada, preciso estar sempre aprendendo algo de novo e buscando novos desafios, por isso me sinto muito bem com a minha atual posição, e espero tornar a minha empresa um nome forte no mercado.


AA: Como funciona essa coisa de vender um aplicativo pela web?

MGM: Na realidade, o Brasil ainda é um país muito imaturo na questão Internet.

A Internet para mim é apenas um facilitador, um complemento, ou uma porta de entrada. Um software de gestão de empresa no porte do meu, dificilmente se vende apenas pela Internet, pois é preciso muito diálogo com o cliente para que ele tenha a tranqüilidade de decidir pela empresa que vai cuidar da sua empresa. Na atual situação acho que a Internet ainda é um meio para se chegar a venda, e não o caminho.


AA: Atualmente, um recurso que o Desenvolvedor tem à sua disposição é a Internet. Por meio de um site é possível anunciar e vender seu sistema, fazer upgrades, estabelecer contato permanente com o cliente, fazer propaganda em sites de busca, enfim um canal formidável de comunicação com o público alvo. Sob o ponto de vista financeiro e de retorno ao investimento, para o Marcelo e a Trillennium perguntamos até quando isso é verdade?

MGM: Concordo que a Internet seja um meio fantástico de comunicação, mas infelizmente no ramo em que a minha empresa se dedicou, essa ainda é uma realidade muito distante. Nossa empresa nem contabiliza o retorno de investimento na Internet, pois se o fizéssemos, com certeza abandonaríamos o investimento. Mas isso é o que acontece com os precursores, pois no começo tudo é mais difícil. Acreditamos muito na Internet e tentamos convencer a maioria dos clientes que esse é o caminho. Felizmente para nós o ano de 2005 nos deu bons frutos nessa questão. Hoje metade de nosso atendimento de suporte é via Internet e estamos cada vez mais mostrando aos nossos clientes as vantagens dessa nova forma de comunicação. Outra coisa que atrapalha muito é a falta de conhecimento dos usuários, pois a maioria tem um conhecimento muito baixo, sem contar que as vezes o conhecimento é nulo. Eu acredito que parte dessa culpa seja responsabilidade dos próprios empresários por não enxergar a sua volta e constatar que vivemos em uma nova realidade.


AA) Quais são seus planos para prosseguir no processo da sua formação profissional e técnica?

MGM: Com certeza será em direção ao SQL e ao .NET. Eu não sou muito favorável ao software livre, pois acho que uma coisa para ser BEM feita custa muito, apesar que alguns fabricante cobram MUITO mesmo. Também não sou contra, apenas depende da sua utilização. Eu tenho muito interesse também pelo JAVA, acho que é uma linguagem que poderá ter muita representatividade. Mas, apesar de ter que estar sempre procurando por novas tecnologias, vou me aprofundar também em Administração de Empresas.


AA) Hoje, temos um mercado de desenvolvimento de sistemas em ascensão e recebendo novos desenvolvedores. Você tem alguma recomendação especial para esses desenvolvedores?

MGM: Primeiro, certifique-se se é isso mesmo que deseja, pois você provavelmente passará pelo menos 16hs sentando diante de um computador por muito tempo. Decidido, então estude muito, depois estude mais um pouco e nunca mais pare de estudar. Quando falo em estudar, não é apenas ler livros, estude também as relações humanas, pois um fator que vejo muito relevante é a falta de tato entre programadores e usuários. O programador subjuga que o usuário sabe aquilo, e o usuário por sua vez não diz que não sabe, daí vira uma bagunça só. Mas pela minha visão, o programador tem que ter um pouco de professor, pois ele é quem sabe mais, então tem a obrigação de ter paciência e dedicação no relacionamento com os clientes. Se o desenvolvedor além de se aplicar na programação procurar dedicar parte de seu tempo ao estudo das relações humanas, psicologia, Inteligência emocional, dentre outros, com certeza ele se destacará entre seus colegas. Hoje o profissional tem que estar além de suas atividades corriqueiras se pretende alcançar um lugar de destaque.


AA) Deixamos espaço para você concluir ao mesmo tempo em que agradecemos a sua participação.

MGM: Agradeço a atenção dedicada, e me sinto lisonjeado de estar dando uma entrevista ao lado de nomes tão importantes do Access, como os de nossos amigos Ribamar, Marcus e Luiz, sem esquecer de Amaral, Osmar, Andréa, Ângelo, Régis e Nelson. Qualquer outro colega que tenha esquecido de citar peço desculpas. Fico à disposição de qualquer amigo desenvolvedor para sugestões, comentários, críticas e também de possíveis clientes do Sistema Auto Peças Fácil.

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