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Entrevistas

Ribamar Ferreira de Souza
E-mail: ribafs@yahoo.com
Publicado:  26/01/2004
Visitas: 4204
AtivoAccess entrevista o cearense Ribamar Ferreira de Sousa, 47 anos, Engenheiro, Professor e Programador (autodidata), articulista da Revista Fórum Access, um ícone da informática bastante conhecido na comunidade brasileira de desenvolvedores.
 
AA: Ribamar, apresente-nos uma descrição da sua trajetória profissional incluindo a experiência com o uso da informática e a pedagogia.

RFS: Bem, como esta é minha primeira entrevista eu estou um pouco nervoso. :) Falando sério: Desde muito tempo (tempos dos 8 bits, que máquinas!) que eu almejava ser programador, criar programas sempre me pareceu algo muito mágico e com um grande poder. Foi quando eu conheci o Access e o VB. As duas ferramentas mais amigáveis e produtivas que já conheci até hoje. Com as facilidades oferecidas por estas duas ferramentas eu realmente comecei a programar algo. Mas ninguém se iluda, mesmo com toda a facilidade oferecida pelo Access, ninguém consegue criar um sistema profissional sem conhecer a linguagem VBA. Esta sim é a grande força do Access. Resumindo, não existe linguagem de programação fácil. Existe a mais trabalhosa e a menos. Felizmente todas são trabalhosas, pois senão eu não gostaria, visto que não gosto de coisas fáceis demais (têm que ter alguma dificuldade e o pior, o grau de dificuldade algumas vezes é um atrativo).

Faz um bom tempo que estou afastado do Access. No meu trabalho (DNOCS), eu tive que mexer com Linux, Redes, PHP, Postgresql, agora fazendo um curso de especialização em Java. Então só mexo de vez em quando com VB para criar um utilitário ou um joguinho para meus garotos.

Mas meu grande sonho na informática, na área de programação, sempre foi o de aprender a criar jogos. Especialmente jogos educativos. Foi quando eu encontrei o Game Maker (www.gamemaker.nl) há algum tempo. Mas tive que deixá-lo. Agora estou novamente determinado a me dedicar à criação de jogos. O GM é uma excelente ferramenta de criação, criada por um professor universitário para ensinar programação a seus alunos. Nos meus sites existe um sobre o GM.

Quanto à minha carreira de professor, foi algo muito agradável, uma das melhores atividades que já desempenhei. Mas como temos que ganhar o gagau dos meninos...


AA: Fale-nos sobre os seus sites: (inclua mais algum que desconhecemos)

http://www.ribafs.tk http://www.ribafs.hpg.com.br
RFS: A primeira (www.ribafs.tk ou www.geocities.com/ribafsindex) é uma listagem de todos os meus sites. A segunda praticamente não mais existe.


AA: De todas as ferramentas de informática que você usa ou já usou qual lhe rendeu o maior retorno em termos de avanço na profissão e satisfação pessoal?

RFS: Parece que foi combinado, mas sinceramente o Access foi quem mais me ajudou como disse acima, sua facilidade aliada ao seu poder. Basta ver quanto conseguimos fazer com ele nos grandes sites de Access espalhados por este mundo afora. Com VBA podemos fazer praticamente de tudo que o VB faça.

Mas aí vem outra coisa: mexer com PHP me rendeu aplicativos WEb sem grandes estudos. Mexer com Redes me deu uma sensação de controle também grande. Resumindo: programação para mim é algo que me empolga e muito.


AA: Você é bastante conhecido na comunidade brasileira de desenvolvedores, principalmente pela boa vontade em ajudar os que o procuram. Isso atrapalha ou ajuda suas atividades?

RFS: Atrapalhar nunca atrapalha, pois quando tenho algo prioritário, eu resolvo este algo antes. Não vejo a coisa como ajudar ou atrapalhar, mas apenas faço para satisfazer um dos meus maiores prazeres, que é o de ajudar outras pessoas. Claro que existem os que procuram se aproveitar disso, mas eu tenho consciência disso e eles não conseguem prejudicar minha disposição.


AA: Você tem planos para escrever um livro sobre informática?

RFS: Com certeza. Já tenho muita coisa escrita. Basta ver os meus sites. Inclusive já entrei em contatos com editoras para escrever um livro sobre Access, mas ninguém se interessou. Uma resposta que recebi foi curiosa: "Como você quer vender um livro, se você dá tudo de graça no seu site." Grande estreiteza de visão, não?


AA: Vamos falar sobre o Access: quando você teve contato com o Access e o que representou esse conhecimento para o seu desenvolvimento profissional?

RFS: Não lembro o primeiro contato. Lembro o primeiro livro (A Bíblia da Campus), o primeiro sistema (uma única tabela :) e lembro demais que o Access foi quem abriu a porta para que eu viesse realmente aprender a programar, visto que me formei em engenharia e não em área de informática.


AA: Qual é a sua opinião sobre a evolução dessa ferramenta? Qual a versão do Access que você gosta mais? O que você gostaria que o Access tivesse e que ainda não têm?

RFS: Comecei a usar na versão 2.0. Não vejo estas diferenças todas, pelo menos revolucionárias, não para as versões atuais. Veja que nunca mexi no XP, a última que mexi foi o 2000 e parei. A de que mais gostei foi o 97. Bem, acredito que seja difícil imaginar algo que o Access não tenha. Mas pode até ser que as versões atuais já tenham: uso dos ActiveX tinha uns pequenos bugs.


AA: Muitos usuários do Access se queixam da evolução muita rápida da ferramenta, superpondo tecnologias e não permitindo a absorção satisfatória das funcionalidades apresentadas nas suas diferentes versões: o que você pensa a respeito?

RFS: Bem, acredito que poderia ser diferente, mas as coisas têm que andar e se parar é pior. Veja que ninguém é obrigado a usar as mais novas. Acredito que o ideal é termos a versão de que gostamos de trabalhar e temos mais domínio e também a última, para quando precisar de seus recursos.


AA: “O Access é uma ferramenta que se presta também para o desenvolvimento de sistemas de missão crítica!” – até que ponto você acha que essa frase é verdadeira?

RFS: Quando falamos em Access nos meios onde se usa bancos de grande porte os caras lembram logo de algo que é apenas para brincadeiras ou no máximo de algo para uso em pequenas e micro empresas ou uso pessoal. Sinceramente não tenho conhecimento de causa para falar, apenas parece que a história de usuários simultâneos incomoda, mas não tenho informações sobre o assunto.


AA: A Microsoft lançou a plataforma DOT.NET com ênfase em linguagens para a Internet principalmente Visual Basic, C#, ASP e outras: como você acha que o Access fica nesse novo cenário?

RFS: Parece que ele ficou de fora, não? Rapaz, lembro de meu primeiro contato com o VB.net. A Microsoft deixou de lado todos os programadores acostumados com o VB e com o Access, pois .NET tem mais para o mundo realmente voltado ao objeto (rigoroso), como C++ e nada, nada mesmo do VB antigo. Não consegui fazer realmente nada neste primeiro contato.


AA: Dentre os muitos artigos que você escreveu, existe um publicado na revista Fórum Access (número 42 – mar/abril de 2001), onde você enfatiza a obtenção de ajuda sobre Access na Internet. Então essa é a tônica: Desenvolvedores Access devem se comunicar?

RFS: Gosto desta pergunta. Neste momento lembro de uma revolução de criatividade chamada Google (www.google.com.br), que permite que tenhamos contato com respostas, exemplos, tutoriais, e-books, etc. Agora imagine se estes caras que postaram o fruto do seu conhecimento nunca tivessem compartilhado seus conhecimentos?!?! Ainda bem que algumas pessoas compartilham pelo menos algo das suas descobertas e outras compartilham mais que algo!!! Uma coisa é eu resolver um grande problema com a ajuda do mundo inteiro e outra é eu ter que realmente descobrir a solução sozinho.


AA: Que diretriz você daria para Desenvolvedores Access que estão iniciando na carreira e também para os mais experientes?

RFS: Para os iniciantes: - Consultar o help online (de início difícil) - Abrir os exemplos online e de sites e mexer bastante até conseguir criar os seus - Aprender a mexer com VBA - Freqüentar listas e foruns

Para os mais experientes: Bem, para estes não tenho muito o que dizer, apenas que muitas vezes adquirimos vícios de comportamento no desenvolvimento de sistemas que prejudicam nossa produtividade. Então:

- Planejamento inicial do banco e do código sempre faz bem.

Algo ruim nos experts é que assim se consideram e se isolam muito de todos...


AA: Deixamos espaço para mais algumas considerações que você julgue pertinente, agradecemos sua participação e renovamos o convite para que participe do site do AtivoAccess.

RFS: Estarei sempre disponível, mesmo que não seja de imediato mas pode contar comigo.

Aqui um alerta: acredito que nunca devamos nos apegar a nenhuma ferramenta, mesmo que seja nosso Access. :) Basta dar uma olhada no mercado e ver que a onda atual é aplicação Web e para o Access resta apenas aplicações independentes (stand-alone). Sei que ainda existe muito mercado para o Access mas o que quero alertar é que o ideal é aprender de tudo, especialmente o que o mercado está demandando. Então aprendamos o Access mas não esqueçamos de aprender outras coisas e aprender acredito que seja a coisa mais importante na vida. Até a próxima. :)

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